Como nos apaixonarmos 18 vezes em 2 horas

no sofá cor-de-laranja, Uncategorized

La même histoire, Feist

18 realizadores. 18 retalhos de vidas. 18 formas de nos apaixonarmos. 18 histórias de amor. Uma cidade: Paris.

Uma ideia de Tristan Carné e de Emmanuel Benbihy, num desafio lançado aos mais consagrados realizadores de cinema dos 5 cantos do mundo, em 2 dias e 2 noites de filmagens. O resultado é um crescendo emocional de 18 curtas-metragens que nos revelam 18 dos mais carismáticos bairros de Paris e como se vive neles o amor, nas mais variadas formas:

o amor homossexual e transcendental de Gus Van Sant

o amor envelhecido, mas sem falsos-pudores entre a belíssima Fanny Ardant e Bob Hoskins

o amor de uma mãe desesperada (Julliette Binoche) e o seu encontro com um anjo-cowboy (Willem Dafoe)

o amor gore com um Elijah Wood ávido de sangue

o “amor-negro” da divertida combinação irmãos Coen e Steve Buscemi

o amor cantado numa música de embalar por Catalina Sandino Moreno

o amor inocente de dois mimos na Torre Eiffel, com a paleta de cores do autor de Belleville Rendez-Vous

o amor entre pai e filha, com a meia-idade rebelde de Nick Nolte e a frescura de Ludivine Sagnier

o amor poético entre Natalie Portman (com os headphones que lhe assentam como ninguém) e um jovem cego

o amor solitário, tocante e vivo de uma Carteira americana, com um desajeitado sotaque francês, pelo olhar do realizador de Sideways …

… Então aconteceu-me uma coisa. Uma coisa difícil de descrever. Ali sentada, sozinha, num país estrangeiro, longe do meu trabalho e de toda a gente que conheço, um sentimento apoderou-se de mim. Era como se me lembrasse de algo que nunca conhecera ou por que tivesse sempre esperado. Mas não sabia o quê. Talvez fosse algo que eu tivesse esquecido, ou algo que me faltou toda a vida. Tudo o que posso dizer é que senti ao mesmo tempo um misto de alegria e tristeza. Mas não muita tristeza, porque me sentia viva. Sim…viva. Foi o momento em que me apaixonei por Paris. E o momento em que senti que Paris também me amava.

Fica a vontade de entrar no mundo destes personagens, de ver mais destes realizadores, de viver uma história de amor em Paris…não importa de que forma. Je t’aime, je t’aime, je t’aime! Paris, je t’aime.

2 thoughts on “Como nos apaixonarmos 18 vezes em 2 horas

  1. um passarinho que voou de Paris até pertinho do monte de Santa Luzia, disse-me que vou ver este filme esta noite, que é uma perfeita noite de domingo.
    já não saio de casa à 5 dias… preciso desta lufada de ar fresco. Com as tuas palavras me encantei. Amiga do meu coração!

  2. Pois te digo que já vi este filme com barbarela e ritissima…maravilhoso…se já amava paris,atão depois de o ver…ui…e quem o vir apaixonar-se-á concerteza…ma belle!!!

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